FindMe apresenta solução no evento de Corporate Venturing na Melhor Aceleradora de Startups da América Latina

Por Gabriel Ranyer

Evento discutiu como as empresas podem implementar uma unidade de corporate venturing responsivamente

Ontem (28), na sede da ACE aconteceu um evento promovido pela Brasil Ventures, que contou com a participação de quase 30 representantes de empresas interessadas em Corporate Venturing. Entre elas, destaque para Enel, Embraer, Telefónica, JBS, Raízen, Mercedes Benz, Elektro, Amazon e Tozzini Freire.

A Brasil Ventures é uma organização que fomenta Corporate Venturing em solo nacional, através da produção de conhecimento do setor, disseminando as boas práticas e gerando conexões entre empresas e startups. A atividade é a prática que grandes empresas usam para incorporar a cultura do ecossistema de startups em suas estratégias, seja investindo diretamente nelas, seja acelerando projetos internos como unidades de negócio distintas. As práticas de empreendedorismo corporativo vêm ajudando estas grandes corporações a entrarem em novos mercados, reorganizarem processos e revitalizarem sua cultura organizacional.

“Passamos duas horas discutindo como as empresas podem implementar uma unidade de corporate venturing. A reflexão se baseou bastante em 3 pontos: o estabelecimento de objetivos e uma estratégia clara de inovação, as formas possíveis de relacionamento com startups e como planejar a implementação destas ações”, comenta Vinicius Scaramel, diretor executivo da Brasil Ventures.

Como dinâmica, os presentes foram divididos em 4 grupos que representavam cada objetivo de uma corporate venture – inovação, novos mercados, resolução de problemas e cultura – e ficaram responsáveis por oito tipos de ações para se relacionar com outras empresas, como serviços de suporte, eventos, programas para startups, co-workings, aceleração e incubação, spin-offs, investimento e merger and acquisitions.

“Um estudo da BCG nos deu suporte para entender como os setores das empresas se comportam para fazerem ações de engajamento, como o setor automobilístico, a indústria química, de tecnologia e telecomunicações. Assim, conseguimos discutir a experiência das empresas que estão mais avançadas usando estes modelos e como que as empresas que estão pensando em montar seu braço de corporate venturing estão se estruturando. Conseguimos analisar diferenças dos modelos e ter aprendizados relevantes com a discussão do grupo”, complementa.

E se o objetivo do evento é ser “uma bela oportunidade para fazer networking com investidores, quem sabe firmar alguma parceria, mostrar a capacidade de apresentar um produto real de mercado que possa captar clientes e apresentar resultados”, como relata Diogo Vinícius, CEO da startup FindMe, nada melhor que uma rodada de pitch com alguns empreendedores selecionados pela ACE e pelo StartSe para dar seguimento e chancela ao discurso de Scaramel.

Quem começou foi o próprio Diogo, que apresentou seu projeto de monitoramento inteligente para equipes de segurança. A FindMe é um software que trata todas informações em tempo real e manda alertas e indicadores de eficiência muito mais precisos para empresas de segurança privada. O funcionário da ronda faz uso do crachá inteligente e esses crachás se comunicam passivamente com antenas (beacons) estrategicamente posicionadas, que atestam o cumprimento da rota ou não pelo funcionário. Desse jeito, o gestor pode visualizar as médias de tempo que sua equipe gasta em cada local e seu índice de eficiência no decorrer dos dias. Todos esses dados ainda são alinhados com dados externos e personalizados, para gerar maior inteligência para tomada de decisão e uma prestação de contas real e eficiente.

Na sequência entrou Helena Simon, CTO da startup Omnize. Segundo o IBOPE E-commerce, cerca de 83% dos consumidores não finalizam uma compra online por não terem informações de forma rápida e prática. Unir todos os canais de atendimento em uma única plataforma acessível para todos é importante para que as pequenas empresas consigam atender seu cliente de maneira eficiente e, assim, aumentar seu retorno de conversão. A Omnize quer trazer inovação e maior eficiência no processo de atendimento ao consumidor de pequenas e médias empresas. A ideia é oferecer tecnologia que possibilite atendimento multicanal com opções de chat, voz pela web, vídeo, WhatsApp, redes sociais, e-mail e telefonia tradicional de maneira integrada. Toda a comunicação é feita pelo próprio navegador, sem a necessidade de instalação de plug-ins, podendo gerar às companhias uma economia de até 100% com gastos de ligações receptivas em relação a serviços tradicionais de atendimento.

Os trabalhos continuaram com Roberto Williams, da RobbIoT. Tratam-se de soluções em Internet of Things (IoT) focadas no aumento de performance nas áreas de Saúde, Logística, Varejo, mineração, óleo e gás. Hoje, a startup conta com parcerias de peso com a Intel, Advantech e Microsoft.

Para finalizar as rodadas de pitch, foi à frente apresentar Ricardo Gil, da YouPlugy. No grosso do grosso, trata-se de um equipamento portátil que carrega celular e mostra propagandas. Os anúncios no YouPlugy são compostos por mídias diversas (imagens, animações, conteúdo dinâmico e interativo), que podem ser organizados em campanhas. As campanhas definem os momentos e duração que cada mídia deve aparecer, segmentado por estabelecimento interessado. Um exemplo: estou em um restaurante e na mesa está um desses aparelhos. Além de poder carregar meu celular, ele irá veicular propagandas relacionadas a gastronomia ou àquele restaurante.

“Somos a empresa de Digital Signage que deseja revolucionar o mercado de mídia OOH”, diz ele. “Baseado em conceitos inovadores, visamos proporcionar para qualquer tipo de anunciante (pequeno, médio e grande) visibilidade com o melhor custo benefício.

Também somos uma forma de comunicação sustentável (redução da utilização de papéis e impressão com tintas), além de oferecer serviços de carregamento de baterias de smartphones. Tudo isso em 1 só aparelho”, complementa.