Introdução: o mito da ferramenta salvadora
Nos últimos anos, o setor de Facilities passou a ouvir com frequência termos como “digitalização”, “automação” e “transformação digital”. No entanto, muitas empresas ainda confundem transformação digital com a simples contratação de um software ou aplicativo.
Na prática, o que se observa é um cenário comum: empresas investem em tecnologia, mas continuam enfrentando falhas operacionais, baixa previsibilidade, dificuldade de mensuração e dependência excessiva de pessoas específicas para manter o controle da operação.
Isso acontece porque a transformação digital não começa na ferramenta. Começa na cultura e nos processos.
O verdadeiro desafio da gestão de Facilities
Facilities é, por natureza, um setor altamente operacional, distribuído e intensivo em pessoas. Estamos falando de operações com:
- Colaboradores externos
- Múltiplos postos e contratos
- Turnos variados
- Exigência constante de conformidade, SLA e evidências
Quando esses fatores são geridos de forma manual ou desconectada, surgem problemas recorrentes:
- Falta de visibilidade em tempo real
- Dificuldade de comprovação para clientes e auditorias
- Decisões baseadas em percepção e experiência individual
- Baixa capacidade de escalar a operação
Segundo estudo da Deloitte sobre operações intensivas em serviços, empresas que não possuem dados operacionais estruturados tendem a reagir aos problemas em vez de preveni-los .
Por que tecnologia sem cultura não funciona
Uma plataforma digital apenas potencializa o modelo de gestão existente.
Se a cultura da empresa é reativa, desorganizada ou baseada em “apagar incêndios”, a tecnologia apenas acelera esse comportamento.
Transformação digital em Facilities exige:
- Processos claros
- Responsabilidades bem definidas
- Indicadores de desempenho
- Liderança orientada por dados
É exatamente nesse ponto que muitas empresas falham.
Por que tecnologia sem cultura não funciona
Uma cultura orientada por dados muda perguntas como:
- “A equipe está fazendo?”
para
- “O que os dados mostram sobre a execução?”
Em vez de depender exclusivamente de ligações, mensagens ou relatórios manuais, o gestor passa a enxergar:
- Frequência real de atividades
- Cumprimento do cronograma com evidências
- Respostas a eventos críticos
- Desvios operacionais recorrentes
Esse modelo reduz riscos, melhora a previsibilidade e fortalece a relação com o cliente final.
O papel da FindMe na transformação real das operações
A FindMe não atua apenas como uma ferramenta, mas como um sistema operacional para segurança e facilities.
Na prática, isso significa:
- Digitalização de rotinas operacionais (rotinas e planos de trabalho, checklists, livro ata, confirmação de posto, ocorrências)
- Monitoramento contínuo de eventos críticos (Sempre Alerta, pânico, não conformidades)
- Geração de indicadores claros por meio do FindMe Score e DataLab
- Integração entre operação e gestão estratégica com acesso a Hub de Soluções completas para otimizar a gestão
Casos como Marcondes, Fortlev e EuroChem mostram que a transformação acontece quando dados da ponta da operação passam a orientar decisões gerenciais, e não apenas registrar o passado.
Conclusão: tecnologia é meio, não fim
Empresas que entendem que transformação digital é um processo contínuo, e não um projeto pontual, conseguem:
- Reduzir custos operacionais
- Aumentar eficiência
- Ganhar escala sem perder controle
- Fortalecer contratos e relacionamento com clientes
Em Facilities, quem não mede, não gerencia.
E quem não gerencia, inevitavelmente perde competitividade.




